#aleatoriedades: “Sobre Amy”

O sentimento que você tem quando acaba o documentário é que você queria conhecê-la. Ter tido o prazer de ouvi-la cantando sobre o amor ser um jogo de azar e poder participar de todas as brincadeiras e risadas. O documentário sobre Amy Winehouse, dirigido por Asif Kapadia, foi como um presente para pessoas que não a conheciam a fundo.

Imagens nunca reveladas, depoimentos de pessoas próximas a cantora, vídeos inéditos tirados do acervo da família, como o de Amy aos quinze anos. Ela começa a cantar e todos que estão no ambiente ficam calados, esperando para aplaudir. E isso continuaria se não fosse a morte prematura de um dos talentos mais cobiçados do mundo, aos 27 anos, Amy Winehouse aparecia em todos os noticiários, mas o motivo foi devastador para o cenário musical.

Amy tinha algo diferente, uma voz tão forte quanto as cantoras de jazz dos anos cinquenta, aliás, ela adorava jazz. Além de uma cantora formidável, com técnica e que aprendeu tudo sozinha, ela também tinha o talento necessário para ser compositora.

Nomes como Tony Bennett cantaram ao lado de Amy, numa perfeição de tirar o folego. Lady Gaga também esteve ao lado de Bennett e até gravaram um álbum juntos. Mas a parceria do astro com Amy foi como um casamento, as vozes se fundiram e no fim tínhamos uma canção digna de milhares de prêmios.

O que vemos no documentário é uma garota brincalhona, carismática e ótima em frente às câmeras. Penteados um pouco malucos, roupas num estilo pin up e suas tatuagens com certeza atrairia os holofotes em um piscar de olhos. Mas a fama, infelizmente, também tem um lado ruim e que muitas pessoas não conseguem lidar. Amy foi uma delas.

Da ascensão ao fundo do poço

O vício no álcool e drogas começaram cedo, junto com a carreira estrondosa que teve. Shows exaustivos e a válvula de escape estava em um, dois, três copos de whiskey. Flash de câmeras se tornaram não mais um prazer, mas um fardo que Amy não conseguiu carregar e se afundou ainda mais nos dilemas de uma garota viciada e com problemas alimentares, sem contar os jornais falando incansavelmente de sua vida.

A voz maravilhosa, o talento e o sucesso deu lugar a muitas polêmicas, shows em que a cantora fazia alcoolizada, inclusive um deles realizado no Brasil. A reabilitação foi uma maneira de tentar reerguer-se e durou por algum tempo, era como se ela pedisse ajuda em silencio enquanto se afogava em mais bebidas. Então por que ninguém a ajudou? Nos questionamos sobre isso sempre quando o assunto são os vícios da cantora.

Muitos apontam seu companheiro como culpado pelos vícios, o pai, a mãe ou qualquer outra pessoa.  Mas a fragilidade interna diante dos seus próprios problemas precisava ser vencida somente por ela.

“Amy” nos mostrou o brilho no olhar de uma garota comum que realizou sonhos como o de conhecer seu ídolo Tony Bennett, a voz inigualável que você reconhece só ouvindo de longe. O documentário nos leva a uma outra Amy Winehouse e faz com que a cicatriz da sua perda doa ainda mais.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s