#Retalhos: “Eu tô na rua!”

Vivemos anos escondidos, reprimidos e presos dentro da pior prisão que existe no mundo. Aquela prisão que mantemos sob o segredo e o medo de sermos julgados e marginalizados por quem somos. A prisão dos nossos atos, desejos e ações.
É preciso se educar, se reeducar, manter um castelo de aparências que não condiz com o que realmente somos. Dentro do peito só se vê o grito daqueles que só querem ser o que são!
A vontade de ser feliz é menor que o medo de ser infeliz. Daí, somos obrigados a sermos e estarmos na tristeza. Um ou outro têm coragem de se despir dos personagens que a vida os obrigou com que se represente. Porém uma moça chamada Conduta e sua irmã norma, traiçoeiras, nos tiram a própria vida. Por sermos quem somos, e vivemos como desejamos viver.
O que acontece é que olhando ao meu redor eu vejo inúmeras pessoas infelizes, esperando uma atitude renovada para encontrar o caminho da verdadeira felicidade.
Acontece que esta felicidade está lá fora, na rua. E é para lá que vou, com medo, porém, com a certeza que posso ser ao invés de fingir, que posso sorrir ao invés de chorar.
Quer saber onde estou?
Eu tô na rua, sempre na rua!
E é na rua que lutarei pelos mesmos direitos que os seus, pelo mesmo amor que por direito você pode nutrir. Mesmo que para isso deixe minha vida nas mãos de uma alma mais retrograda. Pois acredito que me tornarei imortal na vida daquele que lá na frente poderá gozar do maior direito de todos os direitos, a vida, o amor e o próprio desejo.

Por Pedro Candido

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