#Entrevista: Produção de livros e Caso Varginha por Marco Petit

Marco Petit é incrível. Escrevendo, palestrando, analisando casos, falando sobre eles. Infelizmente não consegui entrevistá-lo pessoalmente nos Congressos pois queria prestar atenção nas inúmeras palestras, cada uma sobre um assunto diferente. Enviei as perguntas para o meu trabalho, focando na produção de livros, no qual ele é muito bom. O primeiro livro sobre o caso Varginha que li foi “Varginha – Toda verdade revelada”, escrito por Petit.

Fiz uma resenha sobre este livro aqui no blog assim que terminei. Boquiaberta. Tudo sobre o caso estava ali, diante dos meus olhos e nas minhas mãos. Meu livro está, inclusive, todo grifado com as partes mais importantes e que entrariam para o teórico do meu projeto. Petit não sabe, mas ele me ajudou muito mais que só responder algumas questões sobre produção de livros. Ele foi um dos responsáveis por me abrir um mundo completamente fascinante.

Deixo-lhes a entrevista 😉

Como você identifica que um tema tem potencial para se tornar um livro?
MP- Ao longo de mais de quarenta anos envolvido com a ufologia e assuntos afins sempre tive prioridades em cada época dentro de minhas pesquisas, e naturalmente em cada período desses me dediquei a escrever obras relacionadas a este tipo de atenção maior a determinado assunto, ou temática.  Os livros as vezes abordavam outros aspectos de minhas pesquisas além do tema principal, mas é assim que sempre funcionou.

Você possuí acervo próprio? Como você organiza sua pesquisa antes de começar a produzir um livro?
MP- Como cada livro possui um tema, ou área distinta da ufologia, não existe uma resposta padrão para essa questão.  O primeiro livro cujo título é  “Os Discos Voadores e a Origem da Humanidade”, possui como exemplo além das informações recebidas por testemunhas diretas, que se envolveram com experiências de contato, toda uma série de dados de base paleontológica, antropológica e arqueológica, provenientes de obras específicas e que eram as mais atualizadas da época, para que eu pudesse testar as informações dos contatos, e ao mesmo tempo questionar a tese oficial estabelecida para nossas origens.

Já os livros sobre os sinais da atividade alienígena dentro do sistema solar, mas especificamente o sobre a Lua e o outro de Marte,  possuem como base as imagens da NASA, que estão sendo liberadas em inúmeros catálogos e sites, que muitos anos antes de começar a escrever essas obras, eu já investigava, como outros pesquisadores do exterior. Apesar da agência espacial não divulgar a verdade que algumas dessas fotos demonstram, a própria divulgação das images já é o sinal do início do processo de retirada do acobertamento.

O meu nono livro “Varginha – Toda verdade revelada”, jã é baseado em toda minha vivência como um dos principais investigadores do caso.  Ou seja, cada um deles possui uma história, e base, mas sempre relacionada às minhas próprias investigações.  Os livros são na verdade a forma que eu encontrei para divulgar tudo que acho importante que as pessoas precisam saber. O objetivo nunca foi buscar um tema para escrever uma obra, e sim um meio para a divulgação da realidade.

Qual o tempo estimado de produção dos seus livros?
MP- Cada livro possui também uma realidade diferente. “Marte – A Verdade Encoberta” levou anos para ser escrito, pois parte das investigações nas imagens da NASA ocorreram durante sua própria produção. O de Varginha foi escrito em 90 dias, pois todos os dados que seriam usados e as informações já estavam em meus arquivos, além de detalhes em minha própria memória.

Qual é a maior dificuldade em publicar livros no Brasil? Questão financeira? Falta de apoio?
MP- Para qualquer autor seja a área que for o primeiro livro é sempre o mais difícil, pois os editores não costumam investir ou apoiar em obras cujos autores são desconhecidos. Eu resolvi esse problema no início de uma forma diferente. Eu mesmo banquei a primeira edição financeiramente cuidando de toda a sua produção.  A partir do segunda até hoje não tive mais problemas.  Hoje possuo três editores que publicam qualquer livro que eu venha escrever. Mas em termos gerais não é fácil ter seus livros publicados, a não ser que existe uma certeza dos editores que ele será vendido com facilidade. Não posso ser usado como exemplo do que acontece normalmente. A questão do investimento financeiro necessário leva a falta normalmente de apoio.

Você acha que a área da Ufologia dificulta ter o apoio das editoras para a publicação?
MP- Não. Esse apoio ou não depende da visibilidade do autor, seja de que área for.  Os principais investigadores do país e do exterior, que frequentam a mídia com facilidade, não passam por esse problema.  O que vai valer sempre é a projeção e acesso ao público do autor, seja a área qual for.

E sobre a credibilidade, quais os seus métodos para checar informações?
MP- Como eu sou um dos poucos ufólogos do planeta a apresentar dedicação exclusiva à pesquisa e divulgação do fenômeno UFO, tive a oportunidade de estudar por meu próprio interesse áreas distintas não só da ufologia, como acadêmicas, que podem ser fundamentais dentro de determinados aspectos das pesquisas para uma avaliação criteriosa, dependendo do caso, ou área foco do trabalho. Como exemplos astronomia, paleontologia, etc. Dependendo das particularidades de cada caso o processo em busca de sua confirmação pode ser totalmente diferente. Não existe uma receita especial para isso. As vezes um caso ufológico que estudamos pode ser tratado quase como se fosse uma investigação policial, onde uma sequência de perguntas é usada para testar a credibilidade da testemunha por meio de suas reações. Mas para obter sucesso merecedor de crédito é necessário ter experiência na área.  Usamos regressões via hipinose com psicólogos, psiquiatras, dependendo da história, ou alguma forma de teste das informações recebidas em casos de contato mais direto. O processo é bem variado, e depende do caso. Em alguns existem fotos ou filmes que podem ser avaliados hoje com objetividade, para descartar qualquer possibilidade de fraude.

Qual é o melhor tratamento para com uma testemunha ufológica visto que a vítima já tem um trauma?
MP- Para começar essa ideia de vítima cada vez faz menos sentido conforme o tempo passa, pelo menos para a quase totalidade das experiências ufológicas.  O trauma que era comum no passado, por exemplo, nos casos dos abduzidos praticamente já desapareceu e não é percebido na maior parte dos casos estudados na realidade.  Ressalto que essa noção esta relacionada aos casos sérios, investigados realmente por especialistas e estudiosos da área. Não o quadro que você pode encontrar mediante a internet, YouTube, e a maioria dos sites, blogs, ufológicos, onde se repete a exaustão coisas que não possuem a menor credibilidade, e passam como se verdades fossem.

O que importa é trazer esclarecimento para as pessoas que estão de fato interagindo diretamente com o fenômeno. Elas próprias já percebem em sua expressiva maioria que fazem parte de um tipo de interação positiva, ligada a própria evolução da humanidade, e que nada esta acontecendo à revelia, por mais que isso não seja as vezes percebido em uma visão inicial, parcial.  Estou diretamente envolvido dentro de trabalhos e investigações que vislumbram essa realidade de uma forma definitiva. Os abduzidos do passado eram traumatizados, páreas dentro de nossa sociedade por falta de compreensão deles próprios sobre suas experiências, e das pessoas ao redor, que viam tudo como uma grande loucura.

Hoje o momento já é outro. Essas mesmas pessoas desenvolvem capacidades paranormais, mediúnicas, e uma visão do mundo e da vida mais profunda. São na verdade normalmente líderes em suas comunidades e grupos.  Ou seja, se o fenômeno tivesse base negativa estão os alienígenas estão trabalhando contra eles próprios, pois o resultado é sinal antes de tudo de um processo evolutivo para as pessoas que são alvo de sua atuação. É claro que existem pessoas ainda que pensam diferentes, mas estão vivendo no passado, e ignorando cada vez o que acontece com mais frequência. Algo ligado diretamente ao despertar da humanidade para seu verdadeiro lugar no Universo.

Com todos esses anos trabalhando com ufologia, você sente quando a testemunha está relatando algo verdadeiro ou não?
MP- Em alguns casos podem existir evidências objetivas, como os chamados implantes, marcas de pouso, fotos, filmes, que podem ser analisados e servir de base.  Em outros onde o material para análise é mais escasso em termos materiais, uma pesquisa mais profunda no sentido das informações, que podem ter sido recebidas durante a experiência de contato são também um caminho. A própria análise do depoimento em sucessivos encontros dentro do espirito de uma investigação “policial” pode dar bons resultados. Isso para não falarmos, por exemplo, da necessidade de uma regressão mediante hipinose, não sõ para acessar parte das experiências, que podem estar bloqueadas no inconsciente das testemunhas, como para avaliar a credibilidade do que cada uma delas pode ter em sua memória preservada.

Qual a dica mais valiosa para quem quer publicar um livro sobre Ufologia?
MP- Antes de mais nada não pense em escrever um livro se ainda não possui motivos reais para isso.  O que desejo dizer é que as investigações, e os estudos de casos, ou áreas relacionadas a ufologia devem já estar fundamentados antes dessa pretensão.  Dentro dessa realidade, e a partir dela, buscar se integrar ao meio ufológico sério de nosso país, participando de eventos, apresentando seus trabalhos na forma de palestras, etc.  A publicação da obra acontecerá como consequência natural desse processo e do reconhecimento do trabalho.  Hoje já existem editores que possuem selos abertos para o assunto.

 

 

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