Um último

Faz quase um ano e eu nem acredito que passou tão rápido. Eu ainda tento juntar todos os pedaços, como um quebra-cabeças feito de lembranças, mas tem muita coisa faltando. 

Eu nunca gostei de altura, mas com você eu despenquei tão fácil que eu nem me lembro de como cheguei lá em cima. Eu nunca gostei de frio, mas depois de lidar com você eu poderia fazer uma ponta em Frozen. Eu tenho todos os motivos do mundo para te mandar para o inferno se você ligar, mas toda a paciência para perguntar se você, depois de todo esse tempo sem nos falar, dormiu bem na noite passada. Você me deixou tão instável que minha gastrite dói só de pensar. Você sabe que me mudou, até demais.

De todos os meus erros mais ridículos e imprevisíveis, ter gostado de você foi o mais inquieto, irritante e desconcertante que fui capaz de cometer. E mesmo assim, não me sobra nem o mínimo de arrependimento. Então depois de quase um ano, fechando ciclos que eu não gostaria de fechar, eu escrevo o meu último texto sobre você. Já chega de lembranças doloridas e finais tristes. Eu nunca te agradeci pelos pequenos detalhes que adorava registrar na minha cabeça. Você me mudou sim, até demais. 

Por mais que esteja doendo fechar esse capítulo, o lado bom é que podemos escrever um outro livro depois. 

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