Túmulos

Eu escrevi mais uma carta. Uma para tentar mais uma vez me despedir.
Me desculpe se no final eu a encharquei de lágrimas.
Eu me vi queimar durante muito tempo, eu me vi esquecer de mim mesma nos piores momentos.
Eu queria poder dizer adeus a todos esses sentimentos que eu nutri durante esse ano, todas essas expectativas que encerraram-se em sofrimento. Mas eu continuei e queria que você soubesse.
Quando você se foi, de algum jeito, você arrancou algo de mim. Eu não sei o que foi, mas fez um estrago enorme.
Durante meses eu achei que não iria encontrar ninguém. Eu estava certa.
A solidão as vezes incomoda mais do que acalma e eu confesso que sinto falta de te odiar as três da madrugada depois de uma ligação qualquer.
Meus textos são como túmulos que te mantém vivo e infelizmente eu construí paredes fortes demais para destruí-los agora.
Você é como aquele machucado de infância que deixa cicatriz para a vida toda e sempre estará ali para te fazer lembrar.

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