#AlôMarciano: Como tudo começou

Olá pessoal,
voltei com os vídeos no canal e hoje eu contei um pouquinho como foram minhas primeiras experiências com a Ufologia, como eu comecei a gostar do assunto e como terminei levando esse tema para a faculdade. Espero que gostem 😉

#Aleatoriedades: To him

I have loved him for almost ninety days. It arrived too quiet, but it made a huge noise in my head. Stable, trustworthy, no roller coaster of emotions, just made me so calm. I should have holded him with all my might, but in the end, I’ve decided to let him leave with no doubts.

He was a mix of storm and a warm sun, made me be a slave to all my desires so that I could make them real, it made me feel like I could win the world just with a smile. And I, I gave him everything. I gave him everything I couldn’t have been with anyone else. I felt totally safe and comfortable, a place I had never been introduced to.

I have loved him for almost ninety days and I understand that you don’t need much time when you already have everything you need right in front your eyes. Love is something that can’t take long to recognize, in fact, it’s not something difficult to recognize, it doesn’t have to be something dramatic until you go crazy. It’s something quiet, that makes you to be exactly where you’d like to. And now I know that I was where I wanted to be all this time.

He’s a total mix of storm with a warm sun, something that will lead you to a mind confusion with just a kiss, an incredible guy that I should hold for all my life but right now i need to see him go. Like those that you look at from afar and already imagines yourself hand in hand, the one that I saw myself totally grabbed with. The only one I admired from the beginning, that understand me and admires me in a perfect way too. The guy who’s going away and who’s going to make a huge miss on my normal days

#ArquivoUFO: Um Universo inteiro aos seus pés

Pessoas lindas, abri espaço no meu blog para que pessoas descrevam seus casos ufológicos, encontros, avistamentos. Sem julgamentos, um espaço para que possam dizer se já tiveram alguma experiência ufológica. Simplesmente isso. Toda semana trarei algo diferente e inusitado, algo que pode mexer com alguns, fazer outros acreditarem ou só lerem a cunho de curiosidade. Sintam-se a vontade!

Hoje trago, na íntegra, a experiência da Aline, 28 anos, moradora de Curitiba.

“Sempre fui muito curiosa sobre o tema ufologia. Este ano me aprofundei mais sobre o assunto até que uma noite eu tive um sonho incrível que pareceu ser real. 
No sonho, um ser se aproxima de mim em meu quarto, não consegui ver exatamente como era o ser, mas era parecido como humano e ele apontava muito para debaixo da minha cama. Quando eu fui ver, o espaço inteiro estava ali , debaixo da minha cama! Estrelas, planetas, uma imensidão linda e brilhante. Achei aquilo muito incrível e tive a sensação de não estar no meu quarto e sim no universo! Essa foi minha experiência.”

Se você também tiver um relato, envie para o e-mail: kamy.morais@gmail.com!

#AlôMarciano: Questões de credibilidade

Desde 2008 os ufólogos vêm encontrando sinais de vida alienígena com maior frequência em solo brasileiro, literalmente. Os Agroglifos, nome dado aos conhecidos círculos em plantações, ocorreu pela primeira vez em novembro de 2008 em Ipuaçu, Santa Catarina, e não parou mais.
Em 2015 houve dois registros de agroglifos. Em Prudentópolis, no Paraná, e também na cidade de Ipuaçu. O último, reportado pelo ufólogo Ademar Gevaerd em todas as suas redes sociais e atualizando o público sobre informações, aconteceu novamente na cidade de Ipuaçu, em 27 de novembro de 2016. A figura possuía dois círculos, com um tipo de desenho de pétalas de flor.
Gevaerd diz em sua palestra no VII Fórum Mundial de Ufologia, em 2016, que não confirma um agroglifo como legítimo só porque não houve motivação ou um indivíduo que o fez. Em 2013, quando os sinais continuaram a aparecer, a pesquisa feita por ele teve a participação de um perito criminal especialista em reconstituição de cenários de crime, Toni Inajar Kurowski, com 30 anos de experiência.

A equipe aumentou. Mais três profissionais analisaram os círculos; um especialista em eletrônica e comunicação digital, que analisou a radioatividade do local; um engenheiro agrônomo para pesquisar o solo e a plantação de trigo e por fim, um físico, que colheu e analisou amostras de solo.
A credibilidade dos fatos afirma-se com a presença e pesquisa de especialista em cada área na qual o caso se encontra. Os processos de investigação se tornam mais completos, assim como laudos técnicos e que comprovam a veracidade das informações.

Além disso, a ufologia, como qualquer outro campo da ciência, possui um código de ética. Criada em outubro de 1994, em São Paulo, pelo pioneiro da ufologia brasileira Arismaris Baraldi Dias, o documento “Código de ética dos ufólogos” possui vários artigos e sessões onde são impostas aos profissionais condutas a seguir, de forma que preserve a autenticidade de pesquisas e transparência da profissão, e está disponível para consulta no site da Revista UFO. No Capítulo III, que diz respeito as proibições, o artigo 6 faz menção a um tópico importante, é proibido “Deturpar, intencionalmente, a interpretação do conteúdo explícito ou implícito em documentos, obras de cunho ufológico e outros, com o intuito de iludir a boa fé de outrem;” (DIAS, Arquivo UFO, 2009).
Em seu livro Arquivo UFO – Alerta Brasil, o ufólogo e professor do curso de Comunicação Social da Universidade Paulista UNIP Omar Bueno, retrata vários casos de aparições de OVNIs de 1954 à 1979 em várias cidades do Brasil. A maioria dos casos possui análises e pesquisas para testar a veracidade da situação, como exames de laboratórios e profissionais especialistas. Ele diz que “Investigações registraram mais de cem aparições de ocupantes de OVNIs apenas no ano de 1954 e de lá para cá, as narrativas fora se tornando cada vez mais frequentes. ” (BUENO, 1980, página 7).

#AlôMarciano: As famosas investigações de campo

Não existe um procedimento padrão para uma investigação de casos ufológicos, cada caso exige um modo diferente de operação e consequentemente, investigação. O ufólogo especialista em contatos diretos com entidades extraterrestres Dr. Waiter Karl Buhler criou um roteiro que foi publicado no boletim da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (número 62/65) e citado em um artigo da Revista UFO (EQUIPE UFO, 1988, edição 4).
De acordo com o artigo da Revista UFO citada cima, a ufologia não é considerada uma área que pode ser comprovada por meio de um método praticável regular. Mas, o roteiro ajuda pesquisadores a dar os primeiros passos em relação a uma investigação.
A pesquisa é constituída de alguns passos, como ter uma base de conhecimento para conversar com uma testemunha sem existência de preconceito; ouvir o primeiro relato da vítima anotando informações ou de preferência gravar o relato, para ter também uma noção de suas emoções; o segundo relato será para esclarecer pontos que não foram compreendidos por parte do investigador e montar uma ordem cronológica dos fatos.
Em seguida os croquis são feitos, desenhos como “retrato falado” para que o investigador possa ter melhores explicações sobre o ocorrido; investigar o ambiente que a testemunha vive também é um dos processos muito importantes para o caso, como a parte familiar, grau de educação, ambiente da casa etc. A reconstituição do caso deve ser feita o mais rápido possível, pois podem haver novos indícios e detalhes de acordo com o apontamento do investigador. Por fim são feitos testes psicológicos, como, por exemplo, observar o comportamento da vítima. (BUHLER, 1968, página 46).
Lembrando que o número de pessoas que contam suas experiências é baixíssimo, como o ufólogo e administrador de empresas Thiago Ticchetti escreveu em seu livro “Guia da tipologia dos UFOS” (2017, página 19) “Entretanto, o que mais desencoraja as pessoas a virem a público relatar seus avistamentos é o medo de serem ridicularizadas pelos amigos, vizinhos, família ou sociedade.

#AlôMarciano: Pousando no Brasil

Já no Brasil, centenas de casos foram investigados durante os anos. Luzes vistas alcançando velocidades inimagináveis eram cada vez mais frequentes e tudo começou pouco depois dos acontecimentos do caso Roswell, nos Estados Unidos.
Os casos mais famosos são: Operação Prato, que ocorreu em 1977 no Pará; Noite oficial dos OVNIS (1986) e Caso Varginha (1996). Três casos que ainda desperta a curiosidade dos brasileiros, principalmente para aqueles que gostam do assunto e se interessam pela ufologia.

Dezenove anos antes do caso de Varginha, no litoral e interior do Pará e Maranhão ocorreram fatos bem estranhos. Fenômenos luminosos foram vistos na Ilha de Colares, local onde se documentou mais manifestações ufológicas, moradores contam que feixes de luz vindos de um objeto voador tocavam suas peles, queimando e retirando sangue das pessoas. O nome dado a esse fenômeno foi “Chupa-Chupa”.
A notícia se espalhou e tendo uma ilha inteira com moradores assustados e entrando em pânico, uma das forças táticas mais potentes do Brasil entrou em jogo. A Força Aérea Brasileira acompanhou o caso de perto tendo o capitão Uyrangê Hollanda como responsável, a equipe documentou várias experiências no município e isso resultou na “Operação Prato”, com mais de 500 páginas incluindo fotos, vídeos, documentos, entre outras evidências do caso.
Como de praxe, a mídia impressa noticiou casos muito antes do fenômeno ufológico “Chupa-Chupa”. Jornais como O Liberal, Estado do Pará e A Província do Pará detalharam nem suas reportagens os fatos de forma abundante, tendo no conteúdo várias fotos para ilustrar o local onde tudo aconteceu, e entrevistas com testemunhas.
Podemos ler na edição de 16 de julho de 1977 do jornal O Liberal os seguintes dizeres:

“Um UFO foi fotografado em Montevidéu, de formato esférico, confere com os estranhos objetos vistos em diversos pontos do território paraense, bem como do lado maranhense do Rio Gurupi e ao longe de toda região fronteiriça entre os estados. Ainda ontem, tais objetos foram observados em diversas localidades do interior maranhense, causando
espanto às populações, à semelhança do que ocorre na área Vizeu, no Pará.” .(GIESE, UFO Especial, edição 71, 2013).

“A Noite Oficial dos OVNIS” nome dado a um dos casos mais conhecido pelos comandantes da Aeronáutica brasileira. Em 19 de maio de 1986, os radares da Defesa Aérea e Trafego Aéreo de Brasília captaram durante três horas, vinte objetos voadores não identificados nas cidades de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, o que chamou a atenção do Alto Comando da Força Aérea do Brasil.
Caças foram enviados para a interceptação e perseguição dos objetos voadores, a segurança aérea brasileira já não estava segura, principalmente em São Paulo, onde o trafego aéreo é intenso. Os comandantes, em uma coletiva de imprensa, confirmaram todos os acontecimentos da noite em que OVNIS foram perseguidos pelos céus brasileiros.

No dia 20 de janeiro de 1996 o Brasil parou para assistir e ler todas as informações sobre a aparição de um ser com características desconhecidas, na cidade de Varginha em Minas Gerais.
Um objeto cinza com formato de um submarino também foi avistado por um casal de fazendeiros, sobrevoando o pasto e soltando uma fumaça branca. Não somente um ser foi visto, mas pessoas afirmam terem visto mais 4 criaturas desconhecidas. Bombeiros foram acionados para capturar o primeiro “animal”, colocam-no em uma caixa dentro de um caminhão e retornam ao quartel da cidade. Já o segundo ser foi avistado por três garotas, que ficam apavoradas e correm para suas casas. Logo em seguida, outro ser foi encontrado e resgatado pela Polícia Militar, levando-o para pronto socorros e hospitais, onde ninguém queria atendê-lo.

O “Caso de Varginha”, como foi intitulado, causou curiosidade e até mesmo medo nos moradores da cidade. A mídia de massa, televisiva e impressa, foi de grande importância para o caso pois levou até o público informações, pressionou militares para obter respostas e lutou junto aos ufólogos para descobrir a verdade. Mais que isso, a mídia ajudou na movimentação e esclarecimento dos fatos por parte de entidades que participaram do caso. Por outro lado, aumentaram as piadas por parte de programas humorísticos da época, casos falsos e diante disso, as pesquisas foram prejudicadas.

#AlôMarciano: Ufologia no Mundo

Há muito tempo ouvimos sobre vida fora do nosso planeta. Todos os lugares do mundo possuem uma história sobre quedas de Objetos Voadores Não Identificados, os famosos UFOS, luzes que se movimentam em alta velocidade pelo céu e pessoas que tiveram contato direto com criaturas não humanas.
A história da mídia com os extraterrestres começa bem cedo e é impossível não citar um dos episódios mais dramáticos envolvendo essas duas vertentes. Orson Welles escreveu o livro “Guerra dos Mundos” em 1898, que mais tarde seria dramatizado e adaptado como um noticiário para os ouvintes do programa Mercury Theater. A transmissão do dia 30 de outubro de 1938 aterrorizou os Estados Unidos pois narrava uma invasão alienígena e o público interpretou todas as informações como verdadeiras, instalando o pânico na cidade de Grover’s Mill. No começo da transmissão, o narrador até fala sobre a adaptação de Welles para a rádio, mas alguns não acompanharam essa parte da história.

No formato de um noticiário real, a transmissão interrompia a programação habitual para informar sobre os ataques de naves intergalácticas. Com uma descrição sem igual dos acontecimentos e entrevistas com autoridades, o repórter descrevia os monstros como se fossem reais, tudo dramatizado perfeitamente. O resultado foi o público entrando em pânico, fazendo ligações para a polícia e formando grupos armados para lutar. No site Mundo Estranho, o artigo “Como foi a transmissão de rádio inspirada em ”Guerra dos Mundos”?”, escrito por Victor Affonso em 2017, traz o áudio da interpretação de Welles. No trecho da transmissão, podemos entender o grau de dramatização dos atores com os dizeres: “Algo está acontecendo. O que é aquilo? Chamas pulam do espelho em direção aos soldados. Atingiram-nos de frente! Meu deus, eles pegaram fogo! O fogo pula para as árvores, para os tanques dos automóveis.”.

Tudo não passava de um programa de rádio, disseram aos ouvintes pouco tempo depois. Welles teve que dar explicações sobre o ocorrido, porém ganhou notoriedade e um contrato em Hollywood, o que ajudou a alavancar a sua obra “Cidadão Kane”. Boatos e interpretações errôneas levaram uma cidade inteira ao caos total e histórias como essa se repetiriam mais duas vezes em outras partes do mundo tempos depois.

A imprensa mundial também atuou no caso do piloto civil Kenneth Arnold, que avistou na cidade de Washington em 24 de junho de 1947 nove objetos voadores, que viajaram em alta velocidade. Uma história interessante para os jornais e uma fonte com reputação não questionável, Arnold deu várias entrevistas contando sobre o que viu. Em seu artigo para a Revista UFO, Thiago Ticchetti relata “O objeto que parecia comandar a esquadrilha estava numa elevação maior do que os demais. A princípio, (Kenneth) achou que fossem jatos, mas não via asas e sua velocidade era muito grande” (TICCHETTI, 2010). Começa então a grande descoberta e o termo Discos Voadores aparece pela primeira vez na mídia, popularizada pelo jornalista Bill Bequette, da United Press, que tomou nota de todas as informações que o piloto deu a imprensa.

Diante de todos os casos, existe um que ainda intriga milhares de pessoas ao redor do mundo. A cidade do Novo México, Roswell, ficou conhecida depois que destroços de uma suposta nave espacial desconhecida foram encontrados por militares depois de sua queda. O detalhe mais peculiar da história é que a base do 509º Esquadrão de Bombardeios da Força Aérea do Exército americano ficava próximo ao local da suposta queda UFO, o que torna tudo ainda mais suspeito para profissionais ufólogos.

Testemunhas afirmaram ter visto luzes no céu do dia 02 de julho de 1947, pouco tempo depois de Kenneth Arnold prestar seus depoimentos para a mídia. Poderia se tratar de mais um avistamento ou pessoas querendo os holofotes novamente, mas ouviu-se um estrondo em uma fazenda próxima a Roswell, que diferenciava de sons de trovões da tempestade de verão que ocorria no momento. Nos dias que se passaram, encontraram fragmentos de um metal desconhecido. Com isso, o comandante da base citada acima enviou uma nota à imprensa dizendo que os fragmentos eram de origem extraterrestre. A mídia entrou em ação. O jornal da cidade, Roswell Daily Record, divulgou na sua primeira página a seguinte manchete “RAAF Captures Flying Saucer on ranch in Roswell Region” (“RAAF (Roswell Army Air Field, Aeródromo Militar de Roswell) captura disco voador em rancho na região de Roswell”, que desmentiu a notícia no dia seguinte afirmando que os destroços não eram de uma nave espacial de fato.

Testemunhas mudaram seus depoimentos dizendo que os destroços não passavam de partes de um balão meteorológico, que caiu na fazendo após a tempestade. Segundo o ufólogo brasileiro Marco Antonio Petit, que em seu livro “Varginha –Toda verdade revelada” (2015, página 37) cita que a rádio local em Roswell KGFL divulgou a história desmentida e recebeu ordens para suspender qualquer tipo de cobertura do caso com a represália de ter a licença da rádio caçada se não atendessem as exigências. Outras ameaças à imprensa foram feitas até que por anos mais nada ouviu-se falar sobre Roswell.

Filmes, livros, documentários. O conteúdo sobre ufologia hoje é um campo vasto, onde todos podem encontrar materiais para estudo aprofundados ou somente por curiosidade de descobrir novos assuntos. A ufologia ainda é tratada com preconceitos e em pleno século XXI é inevitável as piadas quando se entra nesse assunto, justamente pela falta de credibilidade. Para piorar a situação, casos ilusórios entopem a internet, causando o descrédito e atrapalhando a pesquisa de milhares de profissionais sérios.

Já os cientistas não se arriscam nesse campo. Eles evitam os estudos ufológicos para não prejudicar sua reputação diante da banca científica. Claro que existem alguns que acreditam em silêncio ou estudam paralelamente o assunto, mas sempre com receio. A maioria dos profissionais consideram a ufologia ainda uma pseudociência, relutando em dar o devido crédito por falta de métodos científicos. Provas, pesquisas, uma equipe que avalia casos, ainda não são suficientes para ter confiabilidade na área.

O cientista renomado Josef Allen Hynek (1910-1984) foi um dos únicos a se envolver com pesquisas do fenômeno UFO. Hynek começou sua jornada pela ufologia cético, porém depois de avaliar milhares de depoimentos de pessoas instruídas como policiais, estudiosos, pilotos, entre outros, ele decidiu mergulhar na ufologia como profissão e utilizar dos métodos científicos para investigar os casos. Depois de tantas pesquisas, o cientista terminou sua vida acreditando que o fenômeno OVNI era algo mais psicológico do que vida alienígena. A revista Superinteressante em 2005 abordou o assunto, transcrevendo uma citação sobre o que Hynek disse sobre o assunto “Tenho apoiado cada vez menos a ideia de que os óvnis são espaçonaves de outros mundos. Há tantas coisas se opondo a essa teoria. Para mim, parece ridículo que superinteligências viajariam grandes distâncias para fazer coisas relativamente estúpidas, como parar carros, coletar amostras de solo e assustar pessoas” (HYNEK,1976).

Casos multiplicam-se a cada dia, mas infelizmente poucos chegam as mãos dos ufólogos, muitas vezes por medo de se tornarem chacotas ou virarem piada no círculo familiar ou amizade. O fenômeno UFO hoje pode ser comprovado por testemunhas, documentos como fotos, filmes, gravações, provas periciais e por profissionais que trabalham diretamente nas pesquisas, aumentando a credibilidade das pessoas que estão envolvidas. Para a área esses documentos são de extrema importância na busca de visibilidade da comunidade científica, um fator que impulsionaria e muito a ufologia atualmente.

#Aleatoriedades: Não lembra, lembra!

Acorda. Tenta levantar da cama e falha. Mais uma vez. Senta na beirinha. Respira fundo. Um pouco de café amargo para por tudo no lugar. Não adiantou. Olha no espelho. Tudo sem graça. Volta para a cama. Tenta não lembrar. Lembra. Não quero. Procura por uma mensagem no celular. Não tem. Joga de lado. Tenta se distrair. Música alta não tira a dor. Mas vamos lá. Só mais um dia, mulher. Revira os olhos. Nada de novo, voltamos para a estaca zero. Sem borboletas no estomago. Sem frio na barriga. Sem alegria matutina. Sem nada. Não pensa. Não digita. Quantos nãos eu já falei hoje. Chega. Come porcaria que alivia. Um, dois, três brigadeiros de uma vez.  É mentira, não alivia. Vai para uma festa, então. Bebe igual gente grande. I gotta stay high all the time. Ver tudo girar pelo menos faz esquecer. To keep you off my mind. A dor passou afinal. Vai demorar, mas vai esquecer.
Ninguém é de ferro.
E Ninguém é para sempre.

#Entrevista: Operação Prato nos jornais

Durante a produção do meu livro pude conhecer pessoas que eu já acompanhava há tempos. Além dos ufólogos, eu queria entrevistar algum jornalista que esteve diante de um caso ufológico de fato. E não é que eu consegui.

Carlos Mendes esteve de frente com as testemunhas do caso Operação Prato, ocorrido no Pará em 1977. Conheci Mendes em Campinas, em um dos Congressos da Revista UFO. Infelizmente por conta do tempo, não pude entrevistá-lo pessoalmente, mas a palestra ministrada por ele, contando cada detalhe de suas pesquisas e investigação, rendeu quase um capítulo inteiro do meu livro.  Obrigada Carlos, por dividir tanto conhecimento comigo. Segue a entrevista na íntegra!

Qual foi o seu primeiro contato com os acontecimentos da Operação Prato?
CM- Comecei a investigar o ataque dessa luzes misteriosas nos primeiros dias de maio de 1977, quatro meses antes que os militares da Operação Prato, ligados à Aeronáutica, fossem para a região. O que levou esses militares e agir foram as inúmeras notícias e reportagens publicadas pela imprensa do Pará sobre o aparecimento dessas luzes. Devo dizer que no auge das aparições e nos locais onde me encontrava não vi nada.Fui para ver, tirar a prova dos nove, mas não vi. Isto não quer dizer que o fenômeno não existia por eu não ter visto ou mantido contato com as luzes. Jornalista trabalha com fatos e os fatos aconteciam, independentemente da minha vontade.

Você disse em uma matéria na Revista UFO que não teve nenhum contato com as luzes.como você encarava o testemunho das pessoas que viam? Acreditou logo no início ou relutou?
CM – No auge das aparições, meu espírito de São Tomé me fazia desconfiar dos depoimentos das pessoas atendidas nas unidades saúde, onde os ataques eram a mim relatados, ou mesmo nas residências das supostas vítimas. Mas, aos poucos, percebi que havia um nexo causal naqueles relatos. Com algumas pequenas variações – num caso, aterrador, em uma fazenda do Rio Maguari, na Olaria Keuffer, um ser humanoide foi visto e teria perseguido um barqueiro. Os depoimentos tinham consistência e não pareciam coisa inventada. Ou movida por “histeria coletiva”, como resumiu em seu relatório o psiquiatra militar Pedro Ernesto Póvoa, outros psiquiatras de Belém e parapsicólogos, além de padres e evangélicos. Para os religiosos, era manifestação do diabo. Para outros crentes, não religiosos, sinais do fim do mundo.

Qual era a ação dos militares para com os jornalistas que estavam cobrindo a Operação na época? Tinha uma repressão maior por acontecer algo desconhecido até para eles? Você sofreu ameaças?
CM- Sempre houve grande interesse dos militares da Aeronáutica, e do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência do regime dos generais, na tentativa de controlar a imprensa, então sob censura, depois que os fatos ganharam as ruas e as manchetes dos jornais. Os militares com quem conversava em Colares diziam que a imprensa agia com sensacionalismo e que as notícias publicadas causavam medo na população, abalando a segurança das pessoas. Fui ameaçado várias vezes pelo capitão Holanda, numa delas ele me encontrou na cidade de Colares e disse que eu deveria ir embora do local, porque alí estavam sendo investigadas “coisas sérias”. E sempre fazia questão de declarar que a imprensa deveria ficar longe de Colares. Claro que isto aguçou minha curiosidade eu fiquei, fiz meu trabalho e perturbei muito os militares. Jornalismo é isto: contrariar interesses de poderosos e informar o público.

Como eram seus métodos de checagem de informação na época e montagem de matérias? As testemunhas colaboravam ou tinha um certo receio em falar sobre o ocorrido?
CM – Era um método simples: ouvir as pessoas, gravar, anotar depoimentos, fazer várias vezes a mesma pergunta para ver se as pessoas se contradiziam, uma técnica jornalística que se aproxima muito do sentido de uma investigação policial. Nunca tive problemas com as testemunhas dos fenômenos. Elas sempre foram abertas e solícitas. Uma coisa que nunca esqueci: o pânico estampado na face das pessoas que diziam ter sido atacadas por luzes que desciam dos céus e extraiam sangue delas, deixando-as depois com sintomas como fraqueza, dores de cabeça e tontura. Vi e testemunhei isso, procurando manter o distanciamento crítico do repórter escalado para a cobertura pelo jornal “O Estado do Pará”.

Você deixou de colocar algum testemunho em suas matérias por falta de credibilidade da fonte?
CM – Em alguns casos, sim, mas foram bem poucos. Senti não a falta de credibilidade, mas a inconsistência e certa confusão no relato. Descartei por não perceber firmeza nas respostas. Não sei se era nervosismo ou medo.Pessoas simples, do interior, também sentem que podem se expôr ao ridículo, chamadas de loucas, como ocorre em manifestações de coisas para as quais ainda não temos explicações.

Você teve alguma matéria censurada sobre a Operação? Tanto pelos editores dos jornais em que trabalhou ou militares?
CM – Não, inclusive as matérias inéditas que nunca foram publicadas, porque seriam reunidas num caderno especial depois das aparições e fotografia pelo meu jornal de uma nave-mãe na Baía do Sol. Essas matérias estão no meu livro que deve ser publicado – assim espero – até o final deste ano de 2017.

Como jornalista, o que você acha que aconteceu em Colares e região? Na sua opinião, realmente eram inteligências extraterrenas que provocaram os ferimentos nas pessoas?
CM – Não sei definir. Acho que os militares da operação também não saberiam dizer, até porque eles foram testemunhas dos contatos, como revelou naquela histórica entrevista ao Ademar Gevaerd, da revista UFO, o capitão Uirangê Holanda. Para mim, o estado emocional e físico de algumas das cerca de 80 pessoas que entrevistei em diversos municípios da região nordeste do Pará chocou-se contra meu ceticismo. Eu pensava: “será que estão mentindo, inventando essas coisas?”. O detalhe é que pessoas de diferentes municípios, distantes mais de 200 quilômetros umas das outras, de comunidades ribeirinhas cercadas por rios e florestas, que sequer se conheciam pessoalmente, contavam exatamente as mesmas estórias sobre as aparições e ataques das tais luzes. É um mistério para o qual até hoje busco respostas.

Qual foi o fato que mais te deixou curioso sobre o caso e ainda te deixa até hoje?
CM – Vários fatos, além da descrição detalhada das formas dos objetos e cores das luzes que surgiam dos céus, focavam nas pessoas e desferiam raios sobre elas. Claro que nem todos os relatos abordam essa forma de ataque. Vários apenas se referem a luzes paradas, acima das casas, mas bem perto, e logo em seguida a disparada rumo ao espaço, sumindo na escuridão. Fiquei surpreso ao ter visto os militares levarem equipamentos de gravação, câmeras e filmes super-8, o sistema usado na década de 70, além de máquinas fotográficas, binóculos, teodolito, até helicóptero. Montaram um sistema forte de investigação. Armaram barracas de lona numa praia de Colares, organizavam as pessoas que diziam ter visto as luzes ou por elas ter sido atacadas, para que prestassem depoimentos. Apenas uma vez, porém, levaram um médico psiquiatra, um oficial chamado Pedro Ernesto Póvoa. Ele ficou um dia numa localidade conhecida por Santo Antônio de Ubintuba, onde testemunhei fatos extraordinários, inexplicáveis, relatos consistentes de aparições e ataques das luzes insólitas. A FAB se envolveu no caso por ordens superiores, do então Ministério da Aeronáutica, em Brasília. A ordem era, inicialmente, investigar ações de comunistas, temendo que a Guerrilha do Araguaia, aniquilada pelo regime militar nas matas do sul do Pará em 1975, dois anos depois tivesse retornado, desta vez no nordeste paraense, em regiões mais próximas da capital, Belém, para “fazer a cabeça” das pessoas do interior. Uma grande bobagem dos militares, que depois abandonaram a esdrúxula e hilária tese, até porque os próprios militares da Operação Prato escreveram em relatórios terem visto as luzes em evoluções nos céus que desafiavam as leis da física. Por terem dito e escrito que também viram o que as pessoas comuns tinham visto, esse foi o motivo em que a Operação Prato foi encerrada abruptamente pelo alto comando da Aeronáutica. O então comandante do 1º Comar, em Belém, o brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira – e digo isso no livro que brevemente lançarei com fatos inéditos sobre as investigações que fiz entre 1977 e 1978 – chegou a afirmar para mim, no gabinete dele, que o pessoal da Operação Prato tinha “endoidecido”, principalmente o capitão Uirangê Holanda, que dizia ter visto uma imensa nave extraterrestre pairando sobre o barco dos militares, certa noite, no rio Guajará-Mirim, em Colares. Sobre o Holanda, com quem tive algumas discussões, até mesmo refutando a ordem dele para que saísse de Colares durante a investigação militar, não acredito que ele tenha sido assassinado por saber muitos segredos da Operação Prato, como sugerem alguns teóricos de conspirações. Ele sofria de depressão, havia tentando por duas vezes o suicídio, até que na terceira conseguiu consumá-lo.

Vi algo muito estranho, se não me engano em setembro de 1979, quando as aparições já eram escassas. Eu estava acompanhado pelo parapsicólogo, espírita e general do Exército, Moacir Uchoa, na Baía do Sol, juntamente com uma equipe do Globo Repórter que depois me entrevistara, quando numa vigília observamos uma luz muito brilhante, em alta velocidade, mergulhar nas águas da Baía do Marajó e dela sair, passados alguns segundos, em uma velocidade ainda maior, sumindo no firmamento. Claro que aqui não era meteoro, balão meteorológico, ou o planeta Venus. Meteoro cai e não volta. A equipe toda ficou impressionada. E eu, um cético de carteirinha, mais ainda. O detalhe realísticamente sórdido: a câmera do cinegrafista do Globo Repórter tinha sido desligada minutos antes, porque ficamos até quase 5 da manhã naquela vigília sem nada ver. O general Uchoa chegou a dizer: “essas coisas acontecem. Não filmamos por um infeliz coincidência”. Mas aquilo não saiu da minha cabeça até hoje.