#Aleatoriedades: So it goes…

Estamos de novo em cima de uma cama, quem diria. Me faz agir como alguém em busca de um sonho, me faz agir como uma obsessiva procurando por quem abraçar. Me faz questionar se talvez outro cara seria capaz de me ter como você.

Uma, duas, três vezes, quantas vezes mais eu preciso de apaixonar por você?
A cada sorriso que eu dou sozinha enquanto lavo a louça do café, a cada vez que eu olho para alguém e procuro algo seu para me entreter, a cada vez que encontro novos amores para tentar esquecer.

Eu era espontânea demais, sarcástica demais, esperta demais até achar alguém que era demais no mesmo nível. Cedo demais, tarde demais, entrelaço demais enquanto você ria do meu jeito. Eu guardo tudo sobre você entre uma e outra lembrança, como se fosse algo precioso mas não muito. Algo que eu gosto de recordar, mas não muito.

Coisas são tão iguais entre nós que dá até nojo. Você é orgulhoso para admitir que também é difícil ficar sem me ver tomando café a noite na sua varanda enquanto  reclamo dos meus variados defeitos ou falo sem parar como sempre faço. Pois é difícil ficar sem você me olhando como se eu fosse a última coisa que você precisaria para viver.

 

#Aleatoriedades: Diga a ele

Então diga a ele que eu não pude ficar, o meu mundo é tão vasto e que ele não vai me alcançar. Eu quero mais do que promessas quebradas de um vazio de mentiras.
Diga à ele para poupar papinhos furados, ir direto ao assunto, o meu destino nunca pertenceu a ninguém e eu cansei de recolher cada pedaço depois de se quebrar.

Então me desculpe se aquela história sobre amor não colou, é que eu sou prevenida demais para por meus pés onde só há tristeza, e convenhamos que o seu coração não é bom o bastante para dar a alguém. Acabou e a mascara caiu, todo mundo já sabe. Mais uma vez as memórias boas não foram suficientes para me fazer ficar.

Diga à ele que eu comecei me encantando pelos motivos certos, mas pelo cara errado. Diga que eu queria ter um sonho bom, mas para o tipo de sonho que ele proporciona, eu já estou acordada a séculos.

E por fim, diga à ele que o meu mundo é tão grande que eu consigo me perder dentro dele, que tenho rachaduras dentro de mim mas que vou sobreviver. Que  tudo que eu tenho dentro de mim é tão incrível e que todas as suas atitudes foram tão inúteis que nem um sorriso ele conseguirá tirar do meu rosto.

#CreepyStories: O Começo

Quando tinha meus 17/18 anos eu gostava de escrever histórias de terror. Mais especificamente, eu sonhava ou tinha pesadelos que eu sempre me lembrava e aproveitava para descrevê-los. Como a tecnologia de antigamente não era tão avançada, acabei perdendo, infelizmente, todos os meus textos. E como eu amava escrever. Hoje daria com certeza um livro de contos assombrados.

Ainda tenho alguns trechos que costumava postar nos meus antigos blogs, então vou aproveitar para postar algumas coisinhas para vocês. Quero muito voltar a escrever essas histórias, pois essa é aquela tal oportunidade que você não pode desperdiçar. E quando você é bom em algo, precisa aprimorá-lo e deixar que as pessoas vejam!

Um trechinho de “Condenados”:

“Seus pés estavam descalços, suas mãos estavam geladas como sempre. Era princípio de inverno, as árvores balançavam e entre elas uma pequena casa. Toda aquela floresta parecia enorme, Nathali escolheu aquele lugar para se esconder do mundo, mas mesmo lá, diante do nada, o mundo ainda a perseguia.
[…]
A garota tentou de muitas formas sair daquela casa, mas ao mesmo tempo pensava como sairia daquele lugar com tanta neve caindo do lado de fora. Daniel chegou mais perto, perto demais para conseguir se desvincilhar daqueles braços, ele era muito mais forte que ela. Em um breve momento, os dois se enfrentavam pelo chão, Nath conseguiu tirar a faca que estava nas mãos de Daniel, então aconteceu. Seus olhos estalados, boca aberta, sofria calado. Nathali sentiu algo escorrendo pelas suas mãos e não pode acreditar, a faca tinha entrado. Daniel não aguentou, morreu em minutos jorrando sangue para todos os cantos daquela pequena casa na floresta.

O lugar ainda estava infestado de sangue e os policiais procuravam a quem culpar. Eles mal sabiam eles que o culpado já estava longe demais. Mesmo sendo inocente e ter agido em legítima defesa, Nathali havia assassinado alguém.”

#Aleatoriedades: minha montanha-russa emocional

Sua voz continua martelando em minha cabeça de novo, juntamente com aquele cheiro de cigarro vagabundo que você costumava fumar.
Algo me dizia que não ia durar ou você iria embora, ou eu sairia sem me despedir.
E quando você pensa que passou anos e mais milhares de anos, só se passaram duas horas e você se vê ali em uma estrada, Harley empoeirada e as mesmas lagrimas de milhares de anos atrás.

E você adorava quando ela dormia com os pés entrelaçados nos seus, mais detestava seu perfume doce. Você amava o jeito que ela se maquiava em frente ao espelho daquele motel de beira de estrada, mas detestava seu jeito de gritar quando ficava nervosa. Você amava o jeito que ela olhava em seu olhos, com todo aquele batom vermelho e os seus pequenos olhos verdes, e detestava quando esses mesmos olhos verdes choravam à toa.

Ele adorava o jeito que eu me vestia para sair a noite e como o céu brilhava em cima de nós dois enquanto nos beijávamos como se fosse a primeira vez, mas ele também detestava quando eu ia embora, como sempre, debaixo de qualquer tempestade forte que caia lá fora.

Me desculpe querido, mas eu não sou tão frágil. É como se eu saísse, e voltasse para você do mesmo jeito que sempre acontece. E se fosse em outra vida, outro mundo, outro lugar, nos encontraríamos, eu te abandonaria mais uma vez enquanto você  fuma o mesmo cigarro vagabundo. É como se fosse tudo escrito, tudo criado para você de novo.

#Aleatoriedades: Faça o melhor para você

É fato, as vezes precisamos tirar algumas pessoas da nossa vida. Não por elas terem feito algo diretamente a você, mas pelo puro e simples motivo de serem tóxicas. Não é fácil e vai doer. Pessoas que você convivia diariamente, se tornarão perfeitos desconhecidos e talvez você nem irá se lembrar delas. É melhor cultivar sua sanidade mental do que gastar seu empenho em torná-las mais evoluídas. Pessoas tóxicas te esgotarão tão rápido que você nem faz ideia. Aos poucos você concordará com elas e o seu próprio controle emocional vai por água abaixo. Elas levam sua autoconfiança e a fazem em pedaços. Pessoas assim envenenarão todos ao seu redor, como erva daninha crescendo nos muros.

Pessoas tóxicas são como um curativo em machucados. Você precisa tirá-los do ferimento para que ele possa respirar, ou tudo pode infeccionar e a cicatriz ficar ainda maior.

 

 

#GetInspired: Banheiro dos sonhos

Não sei vocês, mas eu sou maluca por banheiros. Sim, sabe aqueles banheiros de filmes chiques, com banheira americana, ladrilhos branquinhos e detalhes maravilhosos. Então, eu adoro.

No Pinterest você encontra vários desses sonhos de banheiros, então selecionei alguns para você – como eu – babar um pouquinho 😉 Confira

#Retalhos: “Eu tô na rua!”

Vivemos anos escondidos, reprimidos e presos dentro da pior prisão que existe no mundo. Aquela prisão que mantemos sob o segredo e o medo de sermos julgados e marginalizados por quem somos. A prisão dos nossos atos, desejos e ações.
É preciso se educar, se reeducar, manter um castelo de aparências que não condiz com o que realmente somos. Dentro do peito só se vê o grito daqueles que só querem ser o que são!
A vontade de ser feliz é menor que o medo de ser infeliz. Daí, somos obrigados a sermos e estarmos na tristeza. Um ou outro têm coragem de se despir dos personagens que a vida os obrigou com que se represente. Porém uma moça chamada Conduta e sua irmã norma, traiçoeiras, nos tiram a própria vida. Por sermos quem somos, e vivemos como desejamos viver.
O que acontece é que olhando ao meu redor eu vejo inúmeras pessoas infelizes, esperando uma atitude renovada para encontrar o caminho da verdadeira felicidade.
Acontece que esta felicidade está lá fora, na rua. E é para lá que vou, com medo, porém, com a certeza que posso ser ao invés de fingir, que posso sorrir ao invés de chorar.
Quer saber onde estou?
Eu tô na rua, sempre na rua!
E é na rua que lutarei pelos mesmos direitos que os seus, pelo mesmo amor que por direito você pode nutrir. Mesmo que para isso deixe minha vida nas mãos de uma alma mais retrograda. Pois acredito que me tornarei imortal na vida daquele que lá na frente poderá gozar do maior direito de todos os direitos, a vida, o amor e o próprio desejo.

Por Pedro Candido