#AlôMarciano: As famosas investigações de campo

Não existe um procedimento padrão para uma investigação de casos ufológicos, cada caso exige um modo diferente de operação e consequentemente, investigação. O ufólogo especialista em contatos diretos com entidades extraterrestres Dr. Waiter Karl Buhler criou um roteiro que foi publicado no boletim da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (número 62/65) e citado em um artigo da Revista UFO (EQUIPE UFO, 1988, edição 4).
De acordo com o artigo da Revista UFO citada cima, a ufologia não é considerada uma área que pode ser comprovada por meio de um método praticável regular. Mas, o roteiro ajuda pesquisadores a dar os primeiros passos em relação a uma investigação.
A pesquisa é constituída de alguns passos, como ter uma base de conhecimento para conversar com uma testemunha sem existência de preconceito; ouvir o primeiro relato da vítima anotando informações ou de preferência gravar o relato, para ter também uma noção de suas emoções; o segundo relato será para esclarecer pontos que não foram compreendidos por parte do investigador e montar uma ordem cronológica dos fatos.
Em seguida os croquis são feitos, desenhos como “retrato falado” para que o investigador possa ter melhores explicações sobre o ocorrido; investigar o ambiente que a testemunha vive também é um dos processos muito importantes para o caso, como a parte familiar, grau de educação, ambiente da casa etc. A reconstituição do caso deve ser feita o mais rápido possível, pois podem haver novos indícios e detalhes de acordo com o apontamento do investigador. Por fim são feitos testes psicológicos, como, por exemplo, observar o comportamento da vítima. (BUHLER, 1968, página 46).
Lembrando que o número de pessoas que contam suas experiências é baixíssimo, como o ufólogo e administrador de empresas Thiago Ticchetti escreveu em seu livro “Guia da tipologia dos UFOS” (2017, página 19) “Entretanto, o que mais desencoraja as pessoas a virem a público relatar seus avistamentos é o medo de serem ridicularizadas pelos amigos, vizinhos, família ou sociedade.

#Netflix: Na mira de Unabomber

Começo esse texto confessando que dormi três vezes tentando assistir essa série. Não era falta de interesse, não. Era cansaço, pálpebras pesadas, uma noite anterior mal dormida. Depois que você se vê enlaçado por essa série é difícil largar. O que eu posso dizer? adoro séries de investigação.

Manhunt: Unabomber é um caso típico daquelas séries de investigação mesmo. Que em cada episódio é uma descoberta diferente que faz todo sentido no enredo da obra, que faz toda a diferença lá na frente, sabe? Fora que os personagens te cativam. Eu, por exemplo, fui completamente cativada pelo assassino, que em quase todos os filmes de seriais killers, teve um passado destrutivo que o fez agir de tal forma no presente. Manhunt também exibe um lado novo da investigação policial típica, a Linguística Forense, que é baseada em cartas e escritos que o suspeito envia para o FBI. A série inclusive é baseada em fatos reais.

Sem mais delongas e spoilers, a série tem um entrelace de policial versus assassino, onde um acaba – de um modo complexo e confuso – compreendendo o lado do outro. Vi em Manhunt atuações incríveis do digníssimo Paul Bettany e de Sam Worthington, fotografia e direção no mesmo nível. Não digo que seja uma das minhas séries favoritas, mas acredito que seja uma das mais bem feitas que já assisti.