#Netflix: O Cyberpunk de Altered Carbon

Sinceramente, eu detesto séries/filmes futurísticos. Mas, a série Altered Carbon me chamou a atenção. Primeiro, os dois atores protagonistas são meus favoritos, Joel Kinnaman e James Purefoy. Segundo, comecei a assistir e vi que o enredo era interessante.

Baseado no livro de mesmo nome, de Richard K.Morgan e produzido pela queridinha Netflix , a primeira temporada chegou em fevereiro e possui dez episódios.

O enredo gira em torno do futuro e o quanto a tecnologia evoluiu. Os humanos conseguem a sonhada imortalidade, trocar de corpos e até viver em uma realidade virtual. A memória de cada pessoa fica armazenada em cartuchos, e a morte desta pessoa só ocorre de verdade com a destruição completa deste cartucho e se isso não acontecer, ela pode ser “reencapada” em outro corpo. Takeshi Kovacs é retirado do prisão para cumprir a missão que um dos magnatas deste novo mundo: descobrir quem o assassinou. Conhecemos toda a historia deste personagem e de mais alguns, que o ajudam na empreitada.

Com aquela pitadinha de investigação que eu particularmente adoro, por mais que seja cheia de tecnologia e você precisa realmente dar uma atenção maior para poder entender a trama, eu gostei bastante da história. Achei bem Black Mirror, aliás. A série traz a questão da evolução dessas tecnologias e o que ela acarreta para a existência do ser humano, onde os ricos enriquecem ainda mais e a taxa de pobreza, mesmo em um mundo completamente novo, continuar também a crescer.

Um ponto muito importante para aqueles que não gostam de nudez: todos os personagens ficam nus! Altered Carbon está disponível na Netflix, hein  😉

#Netflix: O pior tipo de suspense

Eu assisti  o pior filme de 2018 até agora? SIM
Me desculpe Netflix, mas “Vende-se esta casa” é sim o pior filme de suspense de 2018, até agora.

O que mais me irrita em filme de suspense são personagens que não entendem que estão vivenciando fatos estranhos dentro da sua própria casa. E é assim que o filme em questão constrói sua história. Depois da morte de seu pai, Logan e sua mãe se mudam para a casa nas montanhas de sua tia, que está à venda e disponível para visitação de qualquer pessoa. Logo o garoto começa a notar coisas mudando de lugar, um clima estranho, vizinhos estranhos. Ele tenta alertar sua mãe, que por sua vez, acha que o garoto só quer chamar atenção, não acreditando.

O fato é que o filme é uma junção de tudo o que personagens em filmes de terror não devem fazer, como ir até o porão sozinho, sair da cama a noite pra ficar “xeretando” a casa inteira, largar o celular dando sopa por aí. Vou ser muito sincera, se eu resolvesse escrever um filme de suspense, faria que os personagens fossem menos burros e lidassem mais com a realidade de estar em uma zona de perigo e sair logo dali. Quando se trata se suspense ou terror, você consegue criar atmosferas diferentes, sem cair no clichê, lógico, se você for muito bom e saber o que está fazendo.

Um dos filmes que eu achei incrivelmente maravilhoso – mas que foi indicado ao prêmio Framboesa de pior filme – foi o Mother!, do diretor Darren Aronofsky. Quer filme mais bem construído para te fazer pensar e ter sensações terríveis de suspense até você perder o fôlego? Fora que tem toda uma história e moral por trás de cada detalhe. Simplesmente uma obra prima que poucos souberam entender e apreciar.

Essa imagem de que o personagem de filme de terror/suspense precisa ser imbecil a ponto de enfrentar todo tipo de perigo já caiu naquele clichê bem bobo, já não cola mais. E “Vende-se esta casa” entra para a enorme lista desses tais clichês!

#Netflix: aquela série para ficar grudado

Quer suspense, @?
Pois então aqui vem um drama/suspense pesadíssimo para vocês.
“Retribution” é a nova série da nossa querida Netflix e traz um super drama familiar.
Adam e Gracie, recém-casados, são mortos em sua casa ao voltarem da lua de mel. Seus pais ficam devastados, mas se unem, mesmo tendo desavenças entre seus membros. Um acidente acontece perto da casa das famílias e no carro encontra-se um visitante desconhecido, por hora.

Decisões difíceis, um enredo instigante e atores muito bons, a trama familiar te cativa desde o momento que você assiste o primeiro episódio. Segredos podem vir à tona e fazer com que tudo vá por água abaixo. “Retribution” além de ser muito bom no quesito trama, ainda dá uma pitadinha daquele suspense que nós adoramos.

Já disponível no streamming ❤

#Netflix: Na mira de Unabomber

Começo esse texto confessando que dormi três vezes tentando assistir essa série. Não era falta de interesse, não. Era cansaço, pálpebras pesadas, uma noite anterior mal dormida. Depois que você se vê enlaçado por essa série é difícil largar. O que eu posso dizer? adoro séries de investigação.

Manhunt: Unabomber é um caso típico daquelas séries de investigação mesmo. Que em cada episódio é uma descoberta diferente que faz todo sentido no enredo da obra, que faz toda a diferença lá na frente, sabe? Fora que os personagens te cativam. Eu, por exemplo, fui completamente cativada pelo assassino, que em quase todos os filmes de seriais killers, teve um passado destrutivo que o fez agir de tal forma no presente. Manhunt também exibe um lado novo da investigação policial típica, a Linguística Forense, que é baseada em cartas e escritos que o suspeito envia para o FBI. A série inclusive é baseada em fatos reais.

Sem mais delongas e spoilers, a série tem um entrelace de policial versus assassino, onde um acaba – de um modo complexo e confuso – compreendendo o lado do outro. Vi em Manhunt atuações incríveis do digníssimo Paul Bettany e de Sam Worthington, fotografia e direção no mesmo nível. Não digo que seja uma das minhas séries favoritas, mas acredito que seja uma das mais bem feitas que já assisti.

#Netflix: Caçador de serial killers

O dramão policial da vez é Mindhunter, série exclusiva Netflix que há alguns meses atrás fez a cabeça dos fãs do streamming. Produzida por David Fincher e a musa Charlize Teron, a série é baseada em no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit escrito por John E. Douglas e Mark Olshaker.

O cenário é  o FBI nos anos 70, dois agentes entrevistam assassinos em séries para tentar desvendar seus comportamentos, o que pesam, modo operandi, enfim, todas as características de um assassino. O intuito é resolver casos que estão em andamento.

A série é muito interessante, narrativa boa e as entrevistas com os seriais killers são demais. Por mais que seja um pouco massante, depois que você se envolve na história e nos casos policiais, é difícil de largar a série, ainda mais depois que descobre que os personagens são inspirados em pessoas reais. Eu sou suspeita pois adoro filmes policiais e com essa pegada de descobertas sobre casos. Não é à toa que assisti The Killing em 4 dias, uma temporada por dia.

Uma dos personagens que mais me chamou atenção – e acho que de todo mundo – foi Edmund Kemper. Ed conta, com toda frieza do mundo, seus assassinatos para o agente Ford, enquanto ele tenta analisar seus métodos de tortura. O fato é que o assassino realmente existiu, Edmund assassinava estudantes, além de ter matado sua mãe. Na série ele é retratado e entrevistado pelos agentes, que descobrem várias características de assassinos seriais pelos depoimentos de Kemper.

A segunda temporada de Mindhunter está em produção. Estamos bem felizes ❤

#Netflix: Um bom lugar para… os pecadores?

Zapeando pelos filmes e séries da Netflix, me deparo com uma série nova: The Good Place. Na imagem de capa, uma das minhas atrizes favoritas, Kristen Bell. Claro que assisti o piloto e não parei mais.

No enredo, Eleonor Shellstrop morre e vai parar em uma sala misteriosa. Michael, seu mentor, informa que ela foi para o “lado bom” por seus pontos acumulados devido ao seu bom comportamento na terra, suas boas ações e bondade. Mas, nossa querida Eleonor não passa de uma pessoa muito muito ruim e percebe que a confundiram com outra pessoa, e ela deveria estar é junto com o capeta praticamente hahaha

Uma serie muito interessante, toda bonitinha e engraçada. O melhor é que ninguém pode falar palavrão no lado bom, então, os xingamentos são trocados por palavras parecidas, o que torno tudo mais divertido. Será que Eleonor merece realmente ficar no lado bom?

Uma das séries que eu mais gosto e indico a todos!

#Netflix: A quarta cartada de Black Mirror

Tecnologias, relacionamentos, memória, jogos de realidade virtual, entre outros assuntos, a série Black Mirror vem “assustando” muita gente por sua roupagem mais realista sobre a revolução tecnológica que está por vir, ou seria exagero da minha parte achar que um dia, toda essas ideias da série poderiam se tornar reais?

O fato é que acabei de assistir o último episódio da quarta temporada de BM. Eu, como uma boa apreciadora de séries, não poderia deixar de ver as invenções mirabolantes que seriam lançadas nesta segunda ação da Netflix. Sinceramente, achei a primeira temporada mais impactante, um assunto novo que poderia abrir nossos olhos, pelo menos um pouquinho, sobre nossas ações diante de tanta inteligencia artificial e fez com que todo mundo ficasse paranoico diante da possibilidade de tudo conseguir nos dominar.

A quarta cartada veio um pouco fraca, focada na transmissão de sensações, memórias e de consciência. É como uma evolução das primeiras temporadas, onde a convivência em sociedade já saturou e a todo mundo quer algo a mais. Ressuscitar mortos ou pacientes em coma , por exemplo. Dar as pessoas mais do que uma simples morte, e sim, viver novamente, mesmo que seja pelo olhar e gestos de outras pessoas.

Gostei realmente do último episódio, um museu de todas as invenções criadas em Black Mirror, O Black Museu. Lá, todos os objetos criados e usados tecnologicamente por “nós” está exibido como peças de crimes, todos eles com suas histórias tristes e exemplifica como o ser humano sucumbe fácil as tais inovações. O proprietário do museu, que era um recrutador de pessoas aptas a usar objetos inteligentes, conta a história de três vitimas, que por utilizarem dessa inteligência para alterar suas consciências, caíram em desgraça.

Declaro minha paixão por BM, uma série inteligente, que toca direto na ferida e nos faz realmente pensar no além da fantasia, nos valores e na nossa vida diante de tantas mudanças.  Não é atoa que a própria Netflix divulgou um vídeo onde relaciona fatos reais com trechos retirados da sua própria obra de ficção.

Ficção?