#AlôMarciano: Como tudo começou

Olá pessoal,
voltei com os vídeos no canal e hoje eu contei um pouquinho como foram minhas primeiras experiências com a Ufologia, como eu comecei a gostar do assunto e como terminei levando esse tema para a faculdade. Espero que gostem 😉

#AlôMarciano: Infográfico sobre Contatos Imediatos

Nas minhas pesquisas sobe Ufologia sempre encontrei alguns relatos sobre contatos imediatos com seres me outros planetas. Esse assunto também é retratado, mais para o lado ficcional, no filme “Contatos de 4ºGrau, estrelado pela atriz Milla Jovovich.

Reuni algumas informações em um infográfico bem bacana, para vocês entenderem quais são os níveis desses contatos. 😉

níveis de contatos

#AlôMarciano: Contatos imediatos

Olá pessoas,
trago hoje mais um relato sobre ufologia. Hoje é o depoimento da Carla Reis.
Acompanhem!!

“Eu era céptica até ter uma experiência. Eu acredito nos Greys, que são seres bons. Aliás tive dois contatos, que depois de 24h da ocorrência, meu corpo doeu todo. Aconteceu das duas vezes. Da primeira vez tiraram liquido da minha medula espinhal e por 3 dias minha coluna doeu. Na hora que fizeram me senti muito bem. Os seres disseram que queriam as enzimas do cérebro, dopamina e seratonina. O mais engraçado é que sempre fui ARH+. Tive um acidente e precisei de transfusão de sangue. Meu corpo recusou sangue A+. Só sobrevivi quando deram sangue negativo.

O segundo contato, os seres disseram algo sobre amígdalas cerebral e óvulos. Eu morava no campo, estava conversando na rua com vizinhos e uma luz forte bateu em nós. Pensamos que fosse um helicóptero, então corremos para dentro de casa. Eu fiquei sem me mexer, a luz enviou fleshes e foi embora. Meus vizinhos então voltaram e disseram que foi um OVNI. Fiquei bem, porém no dia seguinte os meus rins doiam, tive mal estar e não conseguia fazer xixi. Algo estranho. Os Greys são parecidos conosco, mas baixinhos, cm 1,80 no máximo. Eu tinha pavor deles, comprei até uma organita pois disseram que eles não entravam em contato mais. Te seguem por toda sua vida, e sua família também. O toque da pele deles é igual a nossa, as mãos também, sem o último dedo.

Eles falaram que estão recolhendo sementes do universo, pois os planetas têm a existência finita, e que podem dar vida a um planeta inabitável mas leva em torno de 10 anos para que se desenvolva um planeta habitável, e depois mais um tempo para estruturar, criar condições de vida. Primeiro precisam esterilizar o planeta para que não haja mutação genética ou ver se há seres compatíveis para que não morram no processo e sejam adaptáveis.

Aprendi com eles a não ser preconceituosa. Somos todos a mesma semente do universo. Eles deram o exemplo dos passarinhos que são todos parecidos e com cantos diferentes, cores diferentes. E o que nós chamamos de mutações não se chama assim, é apenas denominado como estado evolutivo e o próprio universo faz isso. De tempos em tempos a chamada renovação de espécie. Tudo o que é finito tem o seu ciclo de existência. Eu era muito impulsiva e depois comecei a observar mais, tentar entender as coisas e pessoas. Acho que tive uma mudança comportamental depois de tudo isso.” 

#ArquivoUFO: Um Universo inteiro aos seus pés

Pessoas lindas, abri espaço no meu blog para que pessoas descrevam seus casos ufológicos, encontros, avistamentos. Sem julgamentos, um espaço para que possam dizer se já tiveram alguma experiência ufológica. Simplesmente isso. Toda semana trarei algo diferente e inusitado, algo que pode mexer com alguns, fazer outros acreditarem ou só lerem a cunho de curiosidade. Sintam-se a vontade!

Hoje trago, na íntegra, a experiência da Aline, 28 anos, moradora de Curitiba.

“Sempre fui muito curiosa sobre o tema ufologia. Este ano me aprofundei mais sobre o assunto até que uma noite eu tive um sonho incrível que pareceu ser real. 
No sonho, um ser se aproxima de mim em meu quarto, não consegui ver exatamente como era o ser, mas era parecido como humano e ele apontava muito para debaixo da minha cama. Quando eu fui ver, o espaço inteiro estava ali , debaixo da minha cama! Estrelas, planetas, uma imensidão linda e brilhante. Achei aquilo muito incrível e tive a sensação de não estar no meu quarto e sim no universo! Essa foi minha experiência.”

Se você também tiver um relato, envie para o e-mail: kamy.morais@gmail.com!

#AlôMarciano: Questões de credibilidade

Desde 2008 os ufólogos vêm encontrando sinais de vida alienígena com maior frequência em solo brasileiro, literalmente. Os Agroglifos, nome dado aos conhecidos círculos em plantações, ocorreu pela primeira vez em novembro de 2008 em Ipuaçu, Santa Catarina, e não parou mais.
Em 2015 houve dois registros de agroglifos. Em Prudentópolis, no Paraná, e também na cidade de Ipuaçu. O último, reportado pelo ufólogo Ademar Gevaerd em todas as suas redes sociais e atualizando o público sobre informações, aconteceu novamente na cidade de Ipuaçu, em 27 de novembro de 2016. A figura possuía dois círculos, com um tipo de desenho de pétalas de flor.
Gevaerd diz em sua palestra no VII Fórum Mundial de Ufologia, em 2016, que não confirma um agroglifo como legítimo só porque não houve motivação ou um indivíduo que o fez. Em 2013, quando os sinais continuaram a aparecer, a pesquisa feita por ele teve a participação de um perito criminal especialista em reconstituição de cenários de crime, Toni Inajar Kurowski, com 30 anos de experiência.

A equipe aumentou. Mais três profissionais analisaram os círculos; um especialista em eletrônica e comunicação digital, que analisou a radioatividade do local; um engenheiro agrônomo para pesquisar o solo e a plantação de trigo e por fim, um físico, que colheu e analisou amostras de solo.
A credibilidade dos fatos afirma-se com a presença e pesquisa de especialista em cada área na qual o caso se encontra. Os processos de investigação se tornam mais completos, assim como laudos técnicos e que comprovam a veracidade das informações.

Além disso, a ufologia, como qualquer outro campo da ciência, possui um código de ética. Criada em outubro de 1994, em São Paulo, pelo pioneiro da ufologia brasileira Arismaris Baraldi Dias, o documento “Código de ética dos ufólogos” possui vários artigos e sessões onde são impostas aos profissionais condutas a seguir, de forma que preserve a autenticidade de pesquisas e transparência da profissão, e está disponível para consulta no site da Revista UFO. No Capítulo III, que diz respeito as proibições, o artigo 6 faz menção a um tópico importante, é proibido “Deturpar, intencionalmente, a interpretação do conteúdo explícito ou implícito em documentos, obras de cunho ufológico e outros, com o intuito de iludir a boa fé de outrem;” (DIAS, Arquivo UFO, 2009).
Em seu livro Arquivo UFO – Alerta Brasil, o ufólogo e professor do curso de Comunicação Social da Universidade Paulista UNIP Omar Bueno, retrata vários casos de aparições de OVNIs de 1954 à 1979 em várias cidades do Brasil. A maioria dos casos possui análises e pesquisas para testar a veracidade da situação, como exames de laboratórios e profissionais especialistas. Ele diz que “Investigações registraram mais de cem aparições de ocupantes de OVNIs apenas no ano de 1954 e de lá para cá, as narrativas fora se tornando cada vez mais frequentes. ” (BUENO, 1980, página 7).

#AlôMarciano: As famosas investigações de campo

Não existe um procedimento padrão para uma investigação de casos ufológicos, cada caso exige um modo diferente de operação e consequentemente, investigação. O ufólogo especialista em contatos diretos com entidades extraterrestres Dr. Waiter Karl Buhler criou um roteiro que foi publicado no boletim da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (número 62/65) e citado em um artigo da Revista UFO (EQUIPE UFO, 1988, edição 4).
De acordo com o artigo da Revista UFO citada cima, a ufologia não é considerada uma área que pode ser comprovada por meio de um método praticável regular. Mas, o roteiro ajuda pesquisadores a dar os primeiros passos em relação a uma investigação.
A pesquisa é constituída de alguns passos, como ter uma base de conhecimento para conversar com uma testemunha sem existência de preconceito; ouvir o primeiro relato da vítima anotando informações ou de preferência gravar o relato, para ter também uma noção de suas emoções; o segundo relato será para esclarecer pontos que não foram compreendidos por parte do investigador e montar uma ordem cronológica dos fatos.
Em seguida os croquis são feitos, desenhos como “retrato falado” para que o investigador possa ter melhores explicações sobre o ocorrido; investigar o ambiente que a testemunha vive também é um dos processos muito importantes para o caso, como a parte familiar, grau de educação, ambiente da casa etc. A reconstituição do caso deve ser feita o mais rápido possível, pois podem haver novos indícios e detalhes de acordo com o apontamento do investigador. Por fim são feitos testes psicológicos, como, por exemplo, observar o comportamento da vítima. (BUHLER, 1968, página 46).
Lembrando que o número de pessoas que contam suas experiências é baixíssimo, como o ufólogo e administrador de empresas Thiago Ticchetti escreveu em seu livro “Guia da tipologia dos UFOS” (2017, página 19) “Entretanto, o que mais desencoraja as pessoas a virem a público relatar seus avistamentos é o medo de serem ridicularizadas pelos amigos, vizinhos, família ou sociedade.

#AlôMarciano: Pousando no Brasil

Já no Brasil, centenas de casos foram investigados durante os anos. Luzes vistas alcançando velocidades inimagináveis eram cada vez mais frequentes e tudo começou pouco depois dos acontecimentos do caso Roswell, nos Estados Unidos.
Os casos mais famosos são: Operação Prato, que ocorreu em 1977 no Pará; Noite oficial dos OVNIS (1986) e Caso Varginha (1996). Três casos que ainda desperta a curiosidade dos brasileiros, principalmente para aqueles que gostam do assunto e se interessam pela ufologia.

Dezenove anos antes do caso de Varginha, no litoral e interior do Pará e Maranhão ocorreram fatos bem estranhos. Fenômenos luminosos foram vistos na Ilha de Colares, local onde se documentou mais manifestações ufológicas, moradores contam que feixes de luz vindos de um objeto voador tocavam suas peles, queimando e retirando sangue das pessoas. O nome dado a esse fenômeno foi “Chupa-Chupa”.
A notícia se espalhou e tendo uma ilha inteira com moradores assustados e entrando em pânico, uma das forças táticas mais potentes do Brasil entrou em jogo. A Força Aérea Brasileira acompanhou o caso de perto tendo o capitão Uyrangê Hollanda como responsável, a equipe documentou várias experiências no município e isso resultou na “Operação Prato”, com mais de 500 páginas incluindo fotos, vídeos, documentos, entre outras evidências do caso.
Como de praxe, a mídia impressa noticiou casos muito antes do fenômeno ufológico “Chupa-Chupa”. Jornais como O Liberal, Estado do Pará e A Província do Pará detalharam nem suas reportagens os fatos de forma abundante, tendo no conteúdo várias fotos para ilustrar o local onde tudo aconteceu, e entrevistas com testemunhas.
Podemos ler na edição de 16 de julho de 1977 do jornal O Liberal os seguintes dizeres:

“Um UFO foi fotografado em Montevidéu, de formato esférico, confere com os estranhos objetos vistos em diversos pontos do território paraense, bem como do lado maranhense do Rio Gurupi e ao longe de toda região fronteiriça entre os estados. Ainda ontem, tais objetos foram observados em diversas localidades do interior maranhense, causando
espanto às populações, à semelhança do que ocorre na área Vizeu, no Pará.” .(GIESE, UFO Especial, edição 71, 2013).

“A Noite Oficial dos OVNIS” nome dado a um dos casos mais conhecido pelos comandantes da Aeronáutica brasileira. Em 19 de maio de 1986, os radares da Defesa Aérea e Trafego Aéreo de Brasília captaram durante três horas, vinte objetos voadores não identificados nas cidades de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, o que chamou a atenção do Alto Comando da Força Aérea do Brasil.
Caças foram enviados para a interceptação e perseguição dos objetos voadores, a segurança aérea brasileira já não estava segura, principalmente em São Paulo, onde o trafego aéreo é intenso. Os comandantes, em uma coletiva de imprensa, confirmaram todos os acontecimentos da noite em que OVNIS foram perseguidos pelos céus brasileiros.

No dia 20 de janeiro de 1996 o Brasil parou para assistir e ler todas as informações sobre a aparição de um ser com características desconhecidas, na cidade de Varginha em Minas Gerais.
Um objeto cinza com formato de um submarino também foi avistado por um casal de fazendeiros, sobrevoando o pasto e soltando uma fumaça branca. Não somente um ser foi visto, mas pessoas afirmam terem visto mais 4 criaturas desconhecidas. Bombeiros foram acionados para capturar o primeiro “animal”, colocam-no em uma caixa dentro de um caminhão e retornam ao quartel da cidade. Já o segundo ser foi avistado por três garotas, que ficam apavoradas e correm para suas casas. Logo em seguida, outro ser foi encontrado e resgatado pela Polícia Militar, levando-o para pronto socorros e hospitais, onde ninguém queria atendê-lo.

O “Caso de Varginha”, como foi intitulado, causou curiosidade e até mesmo medo nos moradores da cidade. A mídia de massa, televisiva e impressa, foi de grande importância para o caso pois levou até o público informações, pressionou militares para obter respostas e lutou junto aos ufólogos para descobrir a verdade. Mais que isso, a mídia ajudou na movimentação e esclarecimento dos fatos por parte de entidades que participaram do caso. Por outro lado, aumentaram as piadas por parte de programas humorísticos da época, casos falsos e diante disso, as pesquisas foram prejudicadas.

#AlôMarciano: OVNIs pousando no jornalismo

O jornalismo incorporado na ufologia ganha espaço, mais que isso, ganha credibilidade

Começo esta reportagem com uma frase que li no livro “UFOS: Militares, Pilotos e o Governo abrem o jogo” da autora e jornalista investigativa Leslie Kean, que escreve “Era como se todo mundo estivesse fingindo que eles não existiam”, se referindo aos objetos voadores não identificados. O jornalismo sempre abordou histórias sobre aparições estranhas de cunho ufológico, mas o que também sabemos é que esta abordagem, em sua maioria, era repleta do famoso sensacionalismo.
Vemos uma mídia que trata a ufologia com desprezo. Os veículos de comunicação podem até noticiar, mas sempre com um plano de fundo baseado na ridicularização do assunto. Leslie também falou sobre o preconceito da mídia em geral, dizendo que gostaria que não houvesse aquela piscadinha e aceno com a cabeça na televisão ou jornal, como se quisessem deixar o leitor entender que o material é bobo, mas que eles estão cobrindo de qualquer maneira. Além disso, segundo a jornalista, pessoas da “comunidade OVNI” e teoricos da conspiração fazer afirmações que não podem ser substanciais, então isso só dá mais material ao ridículo para a mídia, e não ajuda a ganhar uma cobertura séria sobre o tema. “O maior problema nos EUA é a falta de cobertura de todos os meios de comunicação maiores, mais ”mainstream”. Eles simplesmente não abordam esse tópico, raramente produzem algo. Mas também, há uma atitude cultural de longa data que os OVNIs são uma piada que infundiu o pensamento das pessoas, e isso existe há décadas e é difícil de superar. Isso criou preconceitos, e o fato de que o governo não leva isso a sério e não investiga casos, pelo menos nos EUA.”

Porém, Roger Marsh afirma que este preconceito está mudando de 10 anos para cá: “Há um mesmo preconceito aqui nos EUA, mas muitas informações sobre OVNIs estão disponíveis agora nos principais meios de comunicação, mais do que nunca. O fator “ridículo” diminuiu nos últimos 10 anos e, atualmente, uma porcentagem maior da população se sente melhor em relação a relatos de casos de OVNIs e sua discussão.”

Então por que não produzir um conteúdo que seja uma divulgação dos fatos produzido pelos ufólogos? Afinal, como muitos ufólogos relataram em suas entrevistas a mim, as técnicas de investigação tanto jornalísticas como ufológicas quase se confundem, mantendo o mesmo roteiro de trabalho.
O primeiro passo dos ufólogos é investigar um caso. O investigador e ufólogo Marco Aurélio Leal contou sobre suas pesquisas e como são os métodos de investigação que os ufólogos, e ele mesmo, usa em seu trabalho de campo. Geralmente eles vão até o local do suposto pouso de um OVNI ou agroglifo – desenhos nas plantações – e fazem a análise do solo, tiram fotos, medem o tamanho do terreno e da área atingida, e anotam todos os detalhes, inclusive fazem uma entrevista com as testemunhas do fato, como em um processo jornalístico, onde o ponto essencial é a checagem das informações obtidas. No caso de fotos ou vídeos, o ufólogo diz que por incrível que pareça, de 100% das fotos enviadas, apenas 5% que realmente são interessantes para investigação. Os outros 95% é engano ou fraude. Infelizmente, com a chegada da tecnologia, o que está atrapalhando as pesquisas desses profissionais são os Drones, no qual pessoal tiram fotos ou vídeos e acabam se enganando achando que é algo de outro planeta. Então, a cada caso que aparece, o cuidado ao dizer sobre do que aquilo se trata é mais complexo.

Três critérios são essenciais para uma boa exposição dos fatos, seja no âmbito do jornalismo ou da ufologia; são elas a investigação, a apuração de informações e a credibilidade. As técnicas jornalísticas de investigação de uma matéria consistem em checar os fatos do caso, entrevistar fontes, confirmar várias vezes dados de informação que culmina em uma matéria, ou se for o caso, um livro mais aprofundado. Na ufologia o mesmo acontece, você precisa confirmar as informações várias vezes para construir uma pesquisa séria e com propriedades.

Roger Marsh, editor que está à frente do jornal do centro de investigações ufológicas americano MUFON, em entrevista, respondeu alguns tópicos sobre seu trabalho comandando a publicação. Marsh afirmou que o mesmo processo de investigação no jornalismo é usado para uma investigação UFO. O editor diz que eles prezam pelo testemunho direto de quem viu objetos voadores, por exemplo, e daqueles que estavam investigando diretamente o caso também.

Já para o editor da Revista UFO, Ademar José Gevaerd, que trabalha há mais de 35 anos com jornalismo e investigações ufológicas, as funções das duas profissões são bastante semelhantes. Ele diz que quando publicaram um caso pesquisado por um cidadão que é advogado e pesquisador, sendo um material muito interessante sobre OVNIs no interior da Bahia, ele realizou entrevistas ótimas com as testemunhas e esse material é reproduzido fielmente ao relato das testemunhas. Não há uma edição profunda das entrevistas, elas são publicadas como foram feitas, isso, na opinião do editor, enriquecem a publicação.

A apuração, que como a investigação, também é um dos pontos mais decisivos para uma boa matéria, é feita a partir de conversas com testemunhas dos fenômenos, que geralmente são pessoas simples, que podem ser chave para informações muito importantes de um caso.

A autora Leslie Kean me contou em entrevista, sobre suas fontes de informação, que não necessariamente são só pessoas que trabalharam para o governo, como pilotos ou militares. Normalmente, diz a jornalista, são indivíduos que se aposentaram de um trabalho militar e que se sentem livres para falar sobre o que viram sem prejudicar suas carreiras. Outra fonte de informação da investigadora são os documentos governamentais, pois possuem uma variedade de agências, incluindo as forças armadas. Pilotos comerciais também integram o grupo de fontes mais confiáveis.

Já o site OVNI HOJE, que conheci através do ufólogo Thiago Ticchetti, trabalha com divulgação de informações internacionais para os brasileiros. Luiz Neme, criador e gerenciador o site traduz todas as matérias, para que essas informações cheguem até o Brasil de forma mais rápida. Ele busca informações nos sites da NASA, AstroWatch.com, GalaxyDaily.com, Disclose.tv, MysteriousUniverse.org. Infelizmente, Neme não possui ferramentas para checar fontes de informação, porém deixa sua opinião sobre o caso em todas as matérias, pois debruçado em sua experiência, consegue distinguir quais conteúdos são duvidosos.

Outro site que conheci foi o Portal Fenomenum, gerenciado por Jackson Camargo desde 1999. Ele, assim como Luiz Neme, trabalha sem uma equipe, exercendo todas as funções de editor do site. Camargo me contou que não publica casos ufológicos recentes pois ainda estão em investigação, sendo assim, o conteúdo do site é produzido a partir de acontecimentos antigos, que já possui informações suficientes para o leitor.

O criador do site diz que sempre há essa preocupação com a credibilidade das matérias que divulga. Ao abordar um caso, ele procura fontes em livros, boletins especializados, jornais, revistas impressas, tanto da época dos fatos, quanto posteriores, gerados por quem pesquisou o ocorrido. Camargo organiza essas informações, comparo cada uma delas, se houver alguma distinção de informações, ele a elimina, buscando a informação mais precisa, buscando entrevistas, imagens e documentos que validem esta informação. De posse disso tudo, expõe todos os fatos, apresentando todas estas fontes ao leitor, de modo que outros pesquisadores possam reiniciar uma investigação, caso necessário. Para as fontes de informação do site, Camargo afirma que dá preferência a livros, boletins especializados e documentários, depois jornais e revistas. E por último, em caso de necessidade, em sites na que preservem a idoneidade de informação.

Em entrevista, Gevaerd, o pai da Revista UFO, diz que a conquista de ser uma das mais antigas sobre ufologia do Brasil se dá devido a sua persistência, a constância e a pureza do propósito. Além de me contar todos os processos evolutivos pelos quais a revista passou desde 1985, o criador da UFO contou sobre os métodos de checar informações e credibilidade.

Os textos chegam de várias procedências. Há aqueles que Gevaerd pede a autor para fazê-lo, que contenha um tema específicos ou mesmo entrevistar outras pessoas, que são os praticamente 20% do conteúdo da publicação. Os outros 80% são pesquisas e investigações que colaboradores enviam espontaneamente. A revista toda é editada em um padrão, com regras de formatação de linguagem, parágrafos semelhantes, correção ortográfica, quantidade de tamanho e palavras, título, organização de pesquisa, entre outros fatores. O intuito desta formatação é fazer com que o leitor se sinta em um mesmo ambiente de leitura, tanto online quanto impresso.

Já sobre a credibilidade das matérias, Gevaerd afirmou que primeiramente o ufólogo tem que ser alguém que demonstre que sabe sobre o que está falando, e não necessariamente precisa ser uma pessoa experiente. Alguns autores da “UFO” são pessoas simples. O editor conta que até um frentista de posto escreve para a revista, suas ideias são ótimas e ele escreve bem, não precisando de muitas edições em seu texto. Além de escrever para a revista, o frentista pesquisa as ocorrências de Minas Gerais, onde mora, faz seus relatórios comparando com algum outro caso parecido, envia para a revista e a publicação acontece.

Gevaerd espera que os autores tenham conhecimento sobre o assunto que estão falando e escrevendo, pois se confrontados por alguém a respeito da consistência do conteúdo, podem defender o que produziram, por exemplo, sobre a credibilidade da sua pesquisa. Como o editor faz um jornalismo diferente, todos os pontos devem ser apurados, pois é um jornalismo mais particular pelo fato da área não ter muito conhecimento integrado a sociedade. Procura-se, na Revista UFO, fazer um jornalismo mais tradicional, mas levando em consideração a “estranheza” do assunto.

 

 

 

#Entrevista: Jornalista Investigativa dos OVNIs

Leslie Kean respondeu uma solicitação de entrevista minha. Na hora eu simplesmente perdi o ar ao ler seu e-mail. Eu não podia acreditar que teria uma jornalista investigativa americana como uma das fontes para o meu livro. Ela me respondeu de forma carinhosa e prestativa, o que deixou ainda mais em êxtase. Kean publicou sua primeira matéria para o Boston Globe sobre o fenômeno OVNI. Enfrentou o deboche dos colegas de trabalho que não acreditavam em nada daquilo. Mas como a descrença sendo que ela havia entrevistado figurões da Força Aérea Americana? Um detalhe importantíssimo, Leslie Kean tem um livro como Bestseller no New York Times

O trecho do meu livro que lhes apresento agora foi escrito em meados de agosto de 2017. Kean, além de ser uma ótima profissional, autora de livros, jornalista com uma vasta carreira, ainda traz doçura e um toque de firmeza em suas palavras. Minha entrevista com ela foi claramente voltada para o jornalismo, pois o meu trabalho também abordou a área. Mas o fato é que sou imensamente grata a Leslie Kean, e um dia acredito, meu livro chegará em suas mãos.

“Leslie Kean, jornalista investigativa americana, concedeu-me uma entrevista por e-mail sobre seu trabalho em relação à ufologia. Suas reportagens foram publicados no jornal The Boston Globe e para a rádio californiana KPFA. Dois livros também foram produzidos por ela: “UFOs: generals, pilots, and government officials go on the record” (2010) e o “Surviving Death: a journalist investigates evidence for an afterlife, que foi lançado neste ano. Hoje Leslie se dedica ao tema, tendo publicado várias matérias em jornais sobre o fenômeno OVNI.

Em entrevista a esta autora, Leslie disse que não há diferença entre as técnicas jornalísticas de investigação com a ufológica. Ela aplica os mesmos padrões para cobrir pautas sobre o fenômeno UFO que faria para qualquer outro assunto. Ela desenvolveu várias pautas antes de trabalhar com esse tema, então sua abordagem como jornalista é do mesmo padrão, não importa o que ela esteja cobrindo.  A jornalista americana destaca que a única diferença sobre pautas produzidas sobre OVNIs é a de que estas são consideradas um tabu. Ela adapta o fato, padronizando-o para uma abordagem jornalística ainda mais técnica do que faria para uma pauta dita “normal”. A única diferença que a autora vê é sobre a estranheza do tema, mas não o método de investigação.”.